Especialistas galegos e portugueses debateram a Euro-Região Galiza-Norte de Portugal

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Vários especialistas da Galiza e do Norte de Portugal juntaram-se na passada Segunda-Feira, dia 20 de Abril, no Externato Infante D. Henrique, de Ruílhe – Braga, para debater a identidade entre as duas regiões, num colóquio organizado por alunas do 12ºAno, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, cujo tema é “Galaico-Portuguesa: uma identidade que atravessa a história”.

galiza_portugl_01Entre as principais figuras presentes nesta iniciativa contou-se o Dr. Xoán Vásquez Mao, Secretário Geral do Eixo Atlântico (associação transfronteiriça constituída por 34 cidades galegas e do Norte de Portugal), que fez a contextualização da criação da Euro-Região Galiza-Norte de Portugal.

Este responsável daquela associação procurou enfatizar a importância da cooperação entre as duas regiões, referindo que a Galiza e o Norte de Portugal constituem uma das euro-regiões transfronteiriças mais fortes e importantes da Europa.

Xoán Vásquez fez questão de salientar também que a comunicação e cooperação do lado espanhol estão mais facilitadas devido à regionalização naquele país. Desafiou também os alunos a participarem na valorização desta euro-região e a aproveitarem os benefícios, por exemplo, ao nível educativo.

galiza_portugl_05Marcou também presença a Dra Inês Rodo Monte, Galega, responsável pelo Departamento de Língua e Cultura Galega da Universidade do Minho, que fez a contextualização histórica das relações de interdependência entre a Galiza e o Norte de Portugal e comparou hábitos, costumes e tradições.

A representação portuguesa contou com a presença da Dra Elvira Vieira, especialista na economia da Euro-Região que apresentou o seu trabalho “Capital Humano como factor de Convergência: Análise Econométrica da Euro-região Galiza Norte de Portugal” que foi premiado recentemente na “1ª Edição do Prémio Euro-Região Galiza – Norte de Portugal”.

Esta investigadora da UM analisou as semelhanças e assimetrias de desenvolvimento entre a Euro-região referindo que os indicadores económicos revelam que a Galiza é uma região estruturalmente mais forte do que o Norte de Portugal.

galiza_portugl_04A Dra Gisela Ferreira, responsável pela Unidade para a Cooperação Estratégica da CCRN prestou esclarecimentos acerca das relações de cooperação transfronteiriça entre a Galiza e o Norte de Portugal e as implicações da acção do Eixo Atlântico, tendo também Cláudia Antunes, directora da sede do Eixo Atlântico no Porto, explicado quais as principais atribuições e objectivos desta associação transfronteiriça.

 

galiza_portugal-mapa2O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular (http://www.eixoatlantico.com) é uma associação transfronteiriça composta, actualmente, por 34 cidades membros, sendo 17 do Norte de Portugal (entre as quais Braga, Barcelos, V.N. de Famalicão, Bragança, Chaves, Guimarães, Peso da Régua, Porto, Vila Real, Viana do Castelo e Vila Nova de Gaia) e 17 da Galiza (entre as quais Corunha, Ferrol, Lugo, Monforte de Lemos, Ourense, Pontevedra, Santiago de Compostela, Vilagarcia de Arosa e Vigo). Tem como objectivo fundamental o desenvolvimento económico, social, cultural, científico e tecnológico das cidades e regiões que lhe pertencem.

 

  2 comments for “Especialistas galegos e portugueses debateram a Euro-Região Galiza-Norte de Portugal

  1. Paulo Costa
    26 de Janeiro de 2010 at 0:18

    Eixo-Atlântico? Euro-Região? Em que mundo vivem vocês? Que projecto é este? Que se saiba a maioria dos nossos governantes é oriundo do Douro, Trás-Os-Montes, entre outros, a culpa é de Lisboa? Então e Braga? Vai ser capital de alguma coisa? Portugal é hoje bicéfalo: Porto e Lisboa. Braga fica para trás e não é o TGV nem a Euro-Região nem o Eixo-Atlântico que a vai centralizar ou pelo menos dar QUALIDADE de VIDA aos seus habitantes. Acordem meus senhores, senhoras e vejam que a realidade é bem mais dura do que a poesia ou a propaganda galega.

  2. João V
    23 de Setembro de 2009 at 0:40

    Olá,

    parabéns pelo excelente trabalho (de área de projecto…). Os dois lados do Rio Minho estão obrigados a relacionarem-se de forma ‘íntima’. É uma espécie de ‘lembrete da história’ que por linhas tortas nos vai recordando com persistência. O galego e o português não são ‘parecidos embora diferentes’, são ‘formas semelhantes da mesma concepção’… É um facto que as políticas de Madrid e Lisboa vão acabar por entender/aceitar. Com o aparecimento da UE, acaba também por se criar uma meta, para uma maratona que já tem mais de 800 anos de distância..

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